A explosão do déficit da previdência e o (provável) novo estelionato eleitoral (07/03)
Informações compiladas por editorial de hoje de O Estado de S.Paulo:
Em janeiro, as despesas da Previdência cresceram próximo a 12% em relação a janeiro do ano passado, ou seja, acima do crescimento nominal esperado para o PIB e mais que o dobro da inflação de 2005 medida pelo IPCA (5,69%).
Entre os meses de janeiro de 2005 e de 2006 as receitas evoluíram apenas 1,9%, de R$ 8,047 bilhões para R$ 8,203 bilhões, nítido decréscimo em relação à evolução anual das receitas de 14,6% entre 2004 e 2005.
Num ano de desaceleração econômica, os empregos criados foram de pior qualidade. Mas houve um aumento de 24,3% das despesas com benefícios. O INSS crê que as contas estão piorando devido, em grande parte, a fraudes nas aposentadorias.
Na década de 1950, com o crescimento do mercado de trabalho, a relação entre o número de contribuintes e o número de beneficiários era de oito para um, proporção que caiu à metade (4,2 para 1) em 1970 e hoje é da ordem de 2 para 1.
Quando sobrava dinheiro na Previdência, o governo deixou de entrar com a parte dele (que deveria corresponder a um terço das receitas, cabendo o restante aos trabalhadores e às empresas) e empregou os recursos (que não eram da União).
Um terço do déficit nominal do setor público, em janeiro, se deveu ao INSS. No ano passado, o desequilíbrio do INSS representou 60% do déficit nominal. São porcentuais altíssimos, que serão mortais, se não forem reduzidos.
Observação minha (AF): Seria útil saber o que os candidatos a presidente propõem fazer com isso. Está na cara que deve vir aí uma nova reforma da previdência. Não tratar disso na campanha será (mais um ) estelionato eleitoral. Clique aqui para ler o editorial.
Em janeiro, as despesas da Previdência cresceram próximo a 12% em relação a janeiro do ano passado, ou seja, acima do crescimento nominal esperado para o PIB e mais que o dobro da inflação de 2005 medida pelo IPCA (5,69%).
Entre os meses de janeiro de 2005 e de 2006 as receitas evoluíram apenas 1,9%, de R$ 8,047 bilhões para R$ 8,203 bilhões, nítido decréscimo em relação à evolução anual das receitas de 14,6% entre 2004 e 2005.
Num ano de desaceleração econômica, os empregos criados foram de pior qualidade. Mas houve um aumento de 24,3% das despesas com benefícios. O INSS crê que as contas estão piorando devido, em grande parte, a fraudes nas aposentadorias.
Na década de 1950, com o crescimento do mercado de trabalho, a relação entre o número de contribuintes e o número de beneficiários era de oito para um, proporção que caiu à metade (4,2 para 1) em 1970 e hoje é da ordem de 2 para 1.
Quando sobrava dinheiro na Previdência, o governo deixou de entrar com a parte dele (que deveria corresponder a um terço das receitas, cabendo o restante aos trabalhadores e às empresas) e empregou os recursos (que não eram da União).
Um terço do déficit nominal do setor público, em janeiro, se deveu ao INSS. No ano passado, o desequilíbrio do INSS representou 60% do déficit nominal. São porcentuais altíssimos, que serão mortais, se não forem reduzidos.
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Observação minha (AF): Seria útil saber o que os candidatos a presidente propõem fazer com isso. Está na cara que deve vir aí uma nova reforma da previdência. Não tratar disso na campanha será (mais um ) estelionato eleitoral. Clique aqui para ler o editorial.





1 Comentários:
Antes de uma nova reforma, que tal formalizar 60% da mão-de-obra nacional? Sem isso, teremos que fazer reformas a cada 2 anos.
Tudo que já li a respeito de reformas da previdência ignora este fato básico, enquanto os estudos que incluem tal fato mostram que a Previdência não seria problema com a integração dessa população (Revista da USP, em 2002)
Além disso, seria necessário separar efetivamente o que é previdência e o que é assistência social. Hoje, com a bagunça, é mais fácil tungar os aposentados e a classe média, como se fossem os culpados dos anos e anos de pilhagem e populismo com chapéu alheio.
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